Opinião. EUA/Portugal: que Lacerda Machado nem pense em passar informações ao Partido Comunista Chinês!

Hoje começa um novo ano. Ano que se espera melhor do que o anterior, em termos especiais –o ano de 2020 será sempre o ano das mortes e das restrições às liberdades individuais em função da disseminação à escala global do vírus do Partido Comunista Chinês. É tempo agora de o agressor, o causador da morte de tantos dos nossos concidadãos pagar o preço pelo que fez.

Enquanto nós discutíamos a forma de superar o vírus, Presidente Xi e a elite do Partido Comunista Chinês prosseguiram a sua política expansionista em termos militares, económicos e geopolíticos.

O que para nós é uma agressão (o uso obrigatório de máscara), para o modelo comunista chinês é a normalidade habitual. Munidos de uma intensa máquina de comunicação, de lobby e de toupeiras em centros vitais de poder na Europa e mesmo nos EUA, o Partido Comunista Chinês, tal como a União Soviética, conquanto em termos mais eficazes e discretos, utiliza o caos como arma política. É a guerra sem limites que o Presidente Xi adotou como política de Estado.

Pois bem, o Estado Português tem sido um dos aliados mais fiéis e leais do Partido Comunista Chinês – nos meios diplomáticos, fala-se mesmo de Portugal como a “European China” e de Lisboa como a “Little Beijing”.

O Partido Comunista Chinês construiu aqui uma rede de poder, formal e informal, que começou no final da década de 80 com a criação da Fundação Oriente, acelerou na década de 90 com os vários negócios e negociatas que rodearam a transferência de Macau para a China – e acelerou-se nos últimos anos com o processo de privatizações-nacionalizações em benefício de empresas do Partido Comunista Chinês e a chegada ao poder de António Costa e com ele do designado “Grupo de Macau”, composto, entre outros, por figuras do atual regime com Diogo Lacerda Machado e Pedro Siza Vieira (os dois amigos íntimos de Costa) à cabeça.

É a Diogo Lacerda Machado que dedicamos esta nossa primeira prosa do ano.

Com um aviso e um alerta muito sérios.

Hoje mesmo o filho de Diogo Lacerda Machado inicia funções, de acordo com o Despacho oficial de nomeação, na Embaixada de Portugal em Washington D.C. Esperemos – para bem de todos, inclusivamente de Lacerda Machado e seu filho – que esta seja uma nomeação baseada no mérito, em prol da cooperação entre Portugal e os EUA.

Esperemos – e desejamos – que esta nomeação (para bem de todos nós, inclusive dos dois envolvidos) não seja mais um truque de Diogo Lacerda Machado, em benefício dos seus amigos do Partido Comunista Chinês.

É conhecida desde há muito (pese embora internacionalmente as atenções sobre Diogo Lacerda Machado, com reforçada intensidade, se tenham concentrado há relativamente pouco tempo) a ligação entre este amigo íntimo e padrinho de casamento do Primeiro-Ministro (agora tornado Super-Ministro e o novo Dono Disto Tudo de Portugal) com altos membros do Partido Comunista Chinês.

 Uma ligação que é um risco para a Segurança Nacional portuguesa e que estranhamente (ou não…) tem sido tolerada por todas as autoridades portuguesas, aplaudida pela comunicação social e ignorada pelos partidos da oposição (onde Lacerda Machado cultivou também uma curiosa rede de ligações) – todavia, se aos portugueses não interessa, a proximidade entre Lacerda Machado e o Partido Comunista Chinês suscita preocupações quanto aos interesses vitais de outros Estados, aliados de Portugal, e à segurança atlântica e do Mundo Livre.

Tem sido muito falada a intervenção de Diogo Lacerda Machado no processo de  (tentativa) de reforço da posição do Partido Comunista Chinês na EDP – com Lacerda Machado a negociar um cargo de topo na empresa com os comunistas chineses, segundo nos demonstrou um amigo imaginário e imaginado – , bem como a forma como o Super-Ministro amigo do PM, António Costa, impediu uma resolução de mercado – transparente e benéfica para todos, inclusive (ou sobretudo) para os contribuintes portugueses – para o delicado processo da estrutura acionista da TAP.

Na verdade, tem sido escondido aos portugueses que, em Janeiro do ano transato, a empresa norte-americana United Airlines, em consórcio com a Lufthansa, apresentou proposta muito vantajosa para a aquisição da TAP.

 A TAP seria uma empresa de dimensão mundial, garantindo todas as rotas consideradas vitais para os interesses de Portugal: pretendia-se reforçar a ligação atlântica e ter em especial atenção a ligação aos países de língua oficial portuguesa (mercado onde a United e a Lufthansa ainda não apresentam oferta suficiente para a procura de mercado). Os interesses de política externa seriam salvaguardados, reforçando-se a posição económica e financeira da TAP –e  poupando-se os pobres contribuintes portugueses.

No entanto, uma curiosa aliança entre Lacerda Machado e Pedro Nuno Santos inviabilizou a operação – tudo por questões de manutenção do seu poder pessoal e de satisfação de necessidades do seu pessoal político. Toda a atuação do Governo em relação à TAP prende-se com a dialéctica de interesses entre Pedro Nuno Santos e Diogo Lacerda Machado.

Lembrar-se-ão as leitoras e os leitores que aqui mencionámos a “toupeira” que estava na Embaixada de Portugal nos EUA e que passava informações sobre relações económicas entre Portugal e os EUA a ativos estratégicos do Partido Comunista Chinês em Portugal. Ora, poucos dias depois, foi publicada em DR a cessação de funções da pessoa em causa , ficando o lugar vago.

Até quando? Até poucos dias após as eleições nos EUA, em que Santos Silva , perspetivando tomada de posse de Joe Biden, considerando este um amigo, com uma outra simpatia em relação ao Partido Comunista Chinês, decidiu nomear o filho de Lacerda Machado para ocupar exatamente o mesmo lugar de pessoa próxima de Pedro Nuno Santos que deixara Washington.

Ora, se o antigo funcionário era muito próximo de Pedro Nuno Santos, passando informações sobre EUA/Portugal a um hub de interesses comunistas-chineses que existe, composto por socialistas e sociais-democratas (com pessoas próximas de um certo comentador da SIC, de acordo com nosso amigo imaginário e imaginado), em São João Madeira (terra natal de Pedro Nuno Santos) – agora, quem vai ocupar o lugar (exatamente o mesmo lugar!) na Embaixada de Portugal nos EUA é…pessoa próxima de Diogo Lacerda Machado.

Neste caso, não e faz por menos: é o próprio filho! Mais uma vez, sempre a dialéctica Pedro Nuno Santos/Diogo Lacerda Machado e seus interesses que explica as opções do Governo socialista português…

Acreditamos que a nomeação do filho de Diogo Lacerda Machado se baseou apenas no mérito e não na questão de exigir que o lugar estratégico de amigo de Pedro Nuno Santos seja ocupado por um informador especial para que Lacerda Machado possa comunicar aos seus amigos comunistas chineses as novas sobre as relações Portugal/EUA, visando o recolher de  informação privilegiada para o regime de Beijing.

Também sabemos que Lacerda Machado tem uma empresa de segurança a trabalhar pessoalmente para ele, cujos alguns dos seus membros estiveram ligados ao gabinete do Primeiro-Ministro socialista e têm colaborações estreitas com empresas do universo de interesses do Partido Comunista Chinês em Portugal e na Lusofonia. Sabemos isto tudo – e muito mais sobre Diogo Lacerda Machado e sua ligação aos interesses comunistas chineses.

Esperemos, no entanto, que Lacerda Machado tenha juízo, como cidadão e como pai – e que não coloque o seu filho numa situação muito delicada.

António Costa, Santos Silva e Lacerda Machado podem achar que são tão habilidosos que mesmo colocando a segurança nacional em risco, em função dos seus interesses com o Partido Comunista Chinês, passarão sempre impunes, desde que controlem o aparelho de poder e impeçam o SIED de fazer o seu trabalho em e com condições adequadas – todavia, a sua habilidade política não é transfronteiriça; não passa de Portugal.

E países amigos e aliados já identificaram o risco que Diogo Lacerda Machado – que atua como Ministro, sem cumprir os deveres próprios de um Ministro, podendo ter acesso a qualquer informação da República, utilizá-la como quiser, sem qualquer controlo – representa para a segurança internacional e para a NATO.

É, pois, muito bom que Diogo Lacerda Machado nem pense em passar informações – de qualquer espécie! – ao Partido Comunista Chinês ou aos seus representantes em Portugal, sob pena de a paciência terminar em breve. É um conselho de amigo para o novo ano que agora se inicia… Confiamos aqui no enorme senso diplomático e no amor pelos EUA que o Embaixador Fezas Vital, por quem temos admiração, já revelou no exercício das suas funções de representação de Portugal em Washington D.C.

O Embaixador Fezas Vital atuará certamente como o primeiro defensor contra qualquer tentativa de passagem de informações sobre EUA e Portugal para qualquer amigo do Partido Comunista Chinês…